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Arturo Catunda

  • Foto do escritor: Redação Pauta Literária
    Redação Pauta Literária
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 6 horas

Arturo Catunda, escritor
Arturo Catunda, escritor


Por ter vivido na Bahia por 20 anos, tive forte influência de João Ubaldo Ribeiro. Gostava de ler suas tiras no jornal A Tarde, de Salvador. Entretanto, eu adoro mesmo é o estilo de Jô Soares e bolava de rir com as comédias de Luis Fernando Veríssimo. Em resumo, acho que trago um pouco dos três em meu estilo, apesar de hoje ter um pouco de cada escritor e escritora que leio.




E se você fosse visitar o maior São João do mundo, achando que este seria apenas um passeio divertido e tranquilo, sem nada com o que se preocupar e descobrisse que está sendo observado por uma terrível criatura, conhecida por lendas urbanas antigas, um monstro ainda pior do que qualquer história pudesse narrar? Esse é o clima de tensão e pavor que os leitores vão vivenciar com a personagem Manuela no livro "O Papafigo", de Arturo Catunda, lançado pela Caravana Editorial.

Residente no Rio Grande do Norte, Arturo Cavalcanti Catunda é Doutor em Educação e já escreveu livros para públicos variados, desde infantojuvenil até terror.

O Pauta Literária conversa com o autor hoje.



PL: Como e quando surgiu sua relação com a escrita?


Arturo Catunda: Apesar de ter lido muito jornal impresso, considero-me da geração da Internet. Lembro-me da primeira vez que fiz uma pesquisa por lá. Era diferente da Internet de hoje, claro. Era mais limitada, mas proporcionou algo importante para minha jornada como escritor: a febre dos blogs. Nesse sentido, minha primeira inspiração para escrever veio de um admirável colega de trabalho. Ele decidiu criar um blog sobre as reflexões que ele fazia da realidade e do mundo, isso lá pelos anos 2000. Como eu também possuía algumas ideias inquietas, imitei ele e criei meu blog. Cheguei a ter mais de 100 post. Foi um ótimo exercício e um ensaio para meu primeiro livro.


PL: O que motivou a criação do seu livro mais recente?


Arturo Catunda: O Papafigo se baseia em lembranças de infância e a revolta por nós brasileiros consumirmos majoritariamente terror importado. Explico: Assisti ao filme “It a Coisa”, baseado na obra de Stephen King. Não vou entrar no mérito do filme, mas tive um sentimento de revolta por não estar vendo um filme de uma lenda urbana brasileiro. Temos tantas e tão boas, não é? Resolvi assumir como compromisso escrever sobre o papafigo, que era a lenda urbana que me aterrorizava na infância.


PL: Sobre o que é a obra e que tipo de leitor ela pretende alcançar?


Arturo Catunda: Trata-se do resgate dessa lenda urbana nordestina e brasileira. Um ser ao mesmo tempo humano e monstruoso, que para sobreviver tem de ingerir o único remédio existente: o fígado humano. É uma releitura que eu faço trazendo fatos históricos verídicos misturados à muita ficção. A trama começa nos tumultuosos anos de 1930 e, depois, tem continuidade no ano de 1986, na cidade de Campina Grande, durante uma festa junina. Entendo que a obra é para todo público, pois o terror não é exagerado. Porém, compreendo que pessoas que gostam de sentir um frio na espinha ao ler um parágrafo irão adorar.


PL: Há alguma mensagem ou reflexão central do livro que você gostaria que o leitor levasse consigo?


Arturo Catunda: Muito embora o livro seja de terror, ele resgata temas que são ou foram marcantes, como o surgimento do vírus HIV, as tradições populares e as revoltas e revoluções que moldaram esse país. Psicologicamente, o livro aborda o conflito da criatura, que apesar de ser mostro, mostra humanidade ao tentar evitar sofrimento

desnecessário. Porém, o conflito principal é o da protagonista que foge de traumas recentes mas encara um destino incerto ao encontrar a criatura.


PL: Quais foram os principais desafios enfrentados durante a criação do livro?


Arturo Catunda: Eu me classifico como um daqueles escritores que adora escrever. Eu me divirto bastante criando cenários, tramas, personagens, sabe? Entendo que meu lado criativo é muito bem desenvolvido. Então, escrever O Papafigo foi um enorme prazer de pesquisa e criação. Porém, quando o livro fica pronto, aí que começa o desafio de verdade. Publicar e lançar um livro é o meu maior desafio. A cada novo lançamento, venho aperfeiçoando essa etapa para que esse desafio não se torne uma barreira a minha criatividade.


PL: Quais autores, livros ou experiências influenciaram sua escrita?


Arturo Catunda: Por ter vivido na Bahia por 20 anos, tive forte influência de João Ubaldo Ribeiro. Gostava de ler suas tiras no jornal A Tarde, de Salvador. Entretanto, eu adoro mesmo é o estilo de Jô Soares e bolava de rir com as comédias de Luis Fernando Veríssimo. Em resumo, acho que trago um pouco dos três em meu estilo, apesar de hoje ter um pouco de cada escritor e escritora que leio. Por exemplo, recentemente li as Mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto. Um livro que considero forte (até mesmo ácido), de um estilo incomum e que não é para qualquer leitor. Certamente levarei algo do estilo dela para meus próximos livros.


PL: O que você considera mais importante na sua trajetória como escritor(a) até agora?


Arturo Catunda: Aprender sempre. Estou escrevendo meu sexto livro. Uma história que se passa durante os últimos anos do domínio holandês no Nordeste brasileiro. A quantidade de livros que já li sobre o assunto passa de dez, além de inúmeros artigos e publicações de internet. Posso dizer que eu estou me tornando um conhecedor avançado desse período histórico. Ao ler, vem a criatividade para as tramas e os personagens. Então, posso resumir que o mais importante para mim na trajetória como escritor é sempre estar aprendendo algo.


PL: Que conselho deixaria para quem deseja começar a escrever ou publicar um livro?


Arturo Catunda: Comece. Encontre alguém que faça uma leitura crítica honesta para você. Corrija o que for possível e publique. E tenha em vista que a próxima vez sempre será melhor.


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As Aventuras de Max e Biriba

Ano de publicação: 2014

Gênero: Infantil

Editora: Cultural



Angélica Negra

Ano de publicação: 2016

Gênero: Romance

Editora: Offset


Título: O Gato e a Lua

Ano de publicação: 2018

Gênero: Infanto-juvenil

Editora: Autografia












Título: O Papafigo

Ano de publicação: 2024

Gênero: Terror

Editora: Caravana


Livros disponíveis no site do autor: www.arturocatunda.com


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