Além do Ipiranga: A Extraordinária Vida de Pedro Américo
- 7 de fev.
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Atualizado: 12 de fev.

A improvável história de um menino prodígio, nascido no Sertão paraibano, que reverteu um futuro incerto através da arte para se tornar um dos principais pintores do século 19, é apresentada em Além do Ipiranga, a extraordinária vida de Pedro Américo e suas incríveis facetas. O livro, de autoria do escritor Thélio Queiroz Farias, é uma coedição da Cepe Editora e da Editora A União (PB) e teve lançamentos realizados nas cidades de Areia, João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e também na capital de São Paulo.
Pintor nordestino de notoriedade internacional, respeitado pela elite intelectual e admirado pelo povo do seu tempo, Pedro Américo chegou a reunir em exposições públicos de cem mil pessoas (Florença, 1988) e 60 mil (Exposição Geral das Belas Artes da Academia Imperial de 1872/RJ).
Fartamente ilustrada, a obra traz em suas páginas alguns fatos inéditos da trajetória do artista. Conta com prefácio do professor, escritor e presidente da União Brasileira dos Escritores (UBE/SP), Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, além de textos do artista plástico João Câmara e do presidente da Fundação Portinari, João Cândido Portinari.
A biografia é resultado de cinco anos de pesquisa que levou o autor a revisitar a história de Pedro Américo em fontes localizadas em Areia (cidade natal do pintor), Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro, Petrópolis, São Paulo, Florença, Paris, Bruxelas e Lisboa. Para além da pintura, Thélio Farias propõe apresentar talentos pouco conhecidos do artista, que também atuou como desenhista, caricaturista, romancista, poeta, ensaísta, cientista, filósofo, deputado federal, professor e intelectual ativo.
Sobre o artista
Um dos principais nomes da pintura histórica brasileira, autor de telas como A Batalha do Avaí (1872-77), A Carioca (1882), Independência ou Morte! (1888), Tiradentes Supliciado (1893), Pedro Américo nasceu em Real do Brejo Areia (hoje município de Areia), em 29 de abril de 1843. Vindo de família numerosa e de poucos recursos, criou fama desde pequeno por causa do raro talento com os lápis e tintas.
Foi descoberto por acaso, em 1853, pelo naturalista francês Jean Brunet, que ao se deparar com a aptidão do menino, então com dez anos de idade, o contratou como desenhista auxiliar em sua expedição científica que percorreu o Nordeste. Aos 11 anos, seguiu para o Rio de Janeiro onde se tornou aluno interno do Colégio Pedro II. Aos 12 anos, ingressou na Academia Imperial de Belas Artes e, aos 16 anos, faria sua primeira viagem à Europa, contando com o apoio do imperador Dom Pedro II, um conhecido mecenas.
A história de Pedro Américo, no entanto, foi marcada por adversidades. Comparado a Michelangelo pela imprensa britânica, sofreu críticas, foi acusado de plágio, perdeu o apoio imperial e não foram poucas as situações de fome e dificuldades na Europa apesar de sua fama. Morreu aos 62 anos de idade, na cidade de Florença, onde vivia. Suas obras integram acervos dos principais museus brasileiros e de coleções particulares.

Sobre o autor
Thélio Queiroz Farias é um advogado, escritor e poeta paraibano de destaque, reconhecido por sua vasta produção literária e atuação jurídica no Nordeste. Nascido em Campina Grande em 1974, ele ocupa a cadeira nº 11 da Academia Paraibana de Letras. Formado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) com especialização na Alemanha, possui intensa atuação na advocacia, tendo participado de mais de dez mil processos.
É um autor prolífico com mais de 20 livros publicados, abrangendo temas que vão do direito à literatura e relatos de viagem.
Além de sua vida literária, Thélio é conhecido como um "globetrotter", tendo visitado mais de 60 países, experiências que frequentemente servem de base para suas crônicas e livros.
Onde comprar
Editora CEPE:




